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ntes de escreverem seus próprios livros, Ana Laura Lopes e Mika Serur também foram profundamente marcadas pelas histórias e músicas de outros artistas. Durante a Bienal do Livro, a CAPRICHO desafiou as duas autoras a escolherem três livros e três discos que mudaram suas vidas.
As respostas conversam bastante com os universos que elas mesmas criaram. Ana Laura, cantora e compositora que transformou o sucesso de Fantasma em seu primeiro romance, traz referências que passam pelo pop brasileiro, rock clássico e por histórias que despertaram sua relação com a leitura. Mika, por sua vez, mistura literatura e música desde a origem de Muito mais que trinta dias, romance que começou no Wattpad e ganhou ilustrações, canções e outros conteúdos antes de chegar às livrarias.
E ainda teve uma pergunta extra: se os livros delas fossem discos, quais seriam?
Os livros e discos que mudaram Ana Laura Lopes
Para Ana Laura, tudo começa com Jogos Vorazes, de Suzanne Collins. A autora de Fantasma: Um romance que eu (acho que) vivi contou que foi a saga responsável por fazê-la entrar de vez no universo da leitura. Depois vem A Culpa É das Estrelas, de John Green, uma obra que, segundo ela, provocou uma transformação principalmente emocional.
A escolha mais recente é Daisy Jones & The Six, de Taylor Jenkins Reid. O romance acompanha a ascensão e os conflitos de uma banda de rock fictícia e acabou conquistando rapidamente um lugar especial para Ana: ela contou que já leu o livro duas vezes.
A relação entre literatura e música também atravessa Fantasma. No romance, Ana transforma em ficção elementos de sua própria trajetória: a mudança de Belo Horizonte para Curitiba para investir na carreira artística, um relacionamento que termina em ghosting e até acontecimentos misteriosos vividos em seu apartamento.
Quando o assunto passa para música, Ana Laura escolhe Rita Lee, disco da artista brasileira que teve grande influência em sua formação como cantora e compositora. Outro álbum fundamental é The Wall, do Pink Floyd, sua banda favorita. A conexão é tão grande que o grupo também aparece como referência dentro de Fantasma.
O terceiro lugar fica reservado para uma obra da própria Ana: Meu Endereço, seu álbum de estreia. O projeto marcou a consolidação de uma fase de sua carreira depois de músicas como Fantasma aproximarem cada vez mais seu trabalho de um público jovem nas redes e plataformas de streaming. E quando perguntamos qual álbum melhor representaria Fantasma, ela voltou justamente ao Pink Floyd: se seu livro fosse um disco, seria The Wall.
Os livros e discos que marcaram Mika Serur
Mika Serur também escolheu três histórias que tiveram impacto em sua trajetória como leitora. A primeira foi Vermelho, Branco e Sangue Azul, de Casey McQuiston, romance LGBTQIA+ que acompanha o envolvimento entre o filho da presidente dos Estados Unidos e um príncipe britânico. Ela também citou Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, de Taylor Jenkins Reid, e Foi Assim que Tudo Explodiu, de Arvin Ahmadi.
As escolhas combinam com alguns dos temas que também atravessam Muito mais que trinta dias. No romance de Mika, acompanhamos Julian, um brasileiro que chega a Roma depois de um término traumático e em meio às dúvidas sobre o próprio futuro. Trabalhando como fotógrafo em uma escola de música, ele conhece Luca, um músico italiano que vive um processo de descoberta sobre si mesmo enquanto sua carreira começa a ganhar novas proporções.
Nas escolhas musicais de Mika, o rock alternativo domina. Ela apontou Blurryface, do Twenty One Pilots, The New Abnormal, do The Strokes, e Cuts & Bruises, do Inhaler, como três discos que mudaram sua vida. A última escolha tem uma conexão especial com Muito mais que trinta dias.
A música ocupa um espaço central na história de Julian e Luca, e Mika já contou à CAPRICHO que Elijah Hewson, vocalista do Inhaler, foi uma das inspirações para a construção visual de Luca. Por isso, talvez não surpreenda tanto a resposta para nossa última pergunta: se Muito mais que trinta dias fosse um álbum, Mika escolheria Cuts & Bruises.
De Jogos Vorazes a Rita Lee, de Taylor Jenkins Reid a The Strokes, as referências das duas mostram que as histórias que chegam às páginas muitas vezes começam muito antes delas.
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