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ão se sinta tão mal por estar travada(o) em um livro por tanto tempo ou por não estar lendo tanto quanto gostaria. Até leitores ávidos podem sofrer com a ressaca literária – aquele período em que parece difícil demais se concentrar em novas leituras (e até gostar delas), sabe? A primeira dica é ser gentil com você mesmo e não se cobrar tanto. Talvez você só esteja cansado mentalmente ou preso em um livro que te marcou muito.
Dê um tempo, descanse e depois escolha um livro mais curto ou leve, volte para algum autor de que você gosta muito ou explore novos gêneros. Cada um tem uma forma de se curar dessa ressaca, você também vai encontrar a sua. E se no meio desse caminho você precisar de sugestões de livros, nós, da redação da CAPRICHO, te contamos quais funcionaram nos nossos casos. Esperamos ajudar!
Matheus Carvalho, designer
“Tenho uma resposta dupla e de um caso recente! Até o meio desse ano fazia muito tempo que eu não lia nada até o final, até o livro de fotos da Sofia Coppola eu ainda não terminei de “ler”, mas assim que foi lançado eu comprei o ‘Famesick’ da Lena Dunham que me fez querer retomar a leitura como um hábito constante. Dito isso, vou indicar um livro que me prendeu do começo ao fim: ‘Batida Só’ da Giovana Madalosso, que devorei em 2 ou 3 dias e que pra além de ser muito engraçado, me encantou pela proximidade que senti com os cenários e personagens. A parte mais gostosa de ler autores brasileiros, principalmente contemporâneos é justamente ter ferramentas e referências pra absorver e imaginar o que tá ali escrito. Então acho que minha dica é ler autoras brasileiras!”
‘Doente de fama’, de Lena Dunhan – Amazon – R$ 67,90
Sofia Duarte, repórter de moda e beleza
“‘A estranha Sally Diamond’, de Liz Nuget. É um suspense, daqueles que você não consegue parar de ler, sabe? A cada capítulo, a história vai ficando mais estranha, enigmática, o que cria uma tensão que te faz continuar virando a página. Não é um livro que mudou minha vida, mas foi muito instigante e, para mim, é o tipo ideal de trama para curar uma ressaca literária.”

Andréa Martinelli, editora-chefe
“O livro que matou minha ressaca literária foi: “Bem-vindos à livraria Hyunam-dong”, da autora coreana Hwang Bo-Reum. Eu estava lendo só livros mais curtinhos para ter a sensação de que eu estava conseguindo colocar a leitura na minha rotina. O “Bem-vindos” é um livro mais longo, eu comecei desconfiada, achando que eu não ia conseguir ir até o fim. Mas a leitura é tão fluida, as histórias dos personagens tão complexas, que devorei. Me fez pensar sobre vida, relacionamentos, trabalho… Recomendo :)”

Juliana Kataoka, social media
“O livro que me tirou de um ressaca literária pesada foi A Amiga Genial, da Elena Ferrante. Eu estava num daqueles bloqueios em que fiquei travada num mesmo livro por quase um ano! Peguei A Amiga Genial sem muita pretensão e, em menos de um mês, li a tetralogia napolitana inteirinha: A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e Quem Fica e História da Menina Perdida. Lembro que final dos anos 2010, todo mundo falou MUITO nesse livro e da Elena Ferrante, mas, nesse caso, só virou assunto porque é bom.”

Juliana Morales, repórter de comportamento
“Eu já havia lido Tudo é Rio, da Carla Madeira, e curtido. E, desde que saiu a notícia de que a HBO Max faria uma série baseada em Véspera, outro livro da autora, fiquei ainda mais curiosa para lê-lo antes de assistir. Comprei o livro e o deixei na estante por um tempo. Meu ritmo de leitura não estava lá aquelas coisas. Mas um dia decidi lê-lo, finalmente, e a leitura fluiu super. Não é um dos meus livros preferidos, mas achei bom e, por algum motivo que não sei explicar exatamente, me ajudou a sair da ressaca literária.”

Rômulo Santana, estagiário de entretenimento
“‘Rumores da Cidade’, de Lucas Rocha, foi o livro que me tirou da ressaca literária pós-vestibular. Amo o fato de o protagonista ser um jovem preto e gay, cheio de vontade de fazer jornalismo. André descobre sua sexualidade e vive uma nova paixão enquanto as eleições municipais de uma cidade extremamente conservadora, Lima Reis, estão acontecendo. Só tem um detalhe: ele é filho do prefeito. A relação entre tio e sobrinho, com o Eduardo ajudando André em seu processo de autoaceitação, é um conforto absoluto, enquanto o autor provoca gargalhadas que eu nem imaginava dar.”

*Preços consultados em 27 de agosto de 2026. Sujeitos a alterações. As compras feitas por meio destes links podem render algum tipo de remuneração para a Editora Abril.
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