Reconhecido como um dos maiores galãs da televisão brasileira, Cauã Reymond surpreendeu o público ao desconstruir a imagem de homem inatingível e fazer revelações sobre sua autoimagem. Em uma participação recente no “Charla Podcast”, o astro abriu o coração e confessou que a fama de símbolo sexual demorou a fazer sentido em sua própria cabeça.
Atualmente experimentando novos horizontes profissionais como criador da série “Jogada de Risco“, o ator garantiu que lida bem com a objetificação do público. “Eu sou muito grato pela carreira que construí, que tenho como ator e símbolo sexual, um homem objetificado. Não tenho problema nenhum com isso. Mas hoje em dia eu tenho tesão de falar: ‘Cara, eu tive uma ideia, ela virou realidade, estamos aqui falando sobre ela e não sobre a minha corridinha na areia fofa’”, declarou.
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Apesar de estampar capas de revistas e campanhas internacionais de moda logo na juventude, Cauã explicou que as inseguranças que carregava da infância falaram mais alto por muito tempo. O bullying por traços físicos e a ausência paterna moldaram uma visão distorcida de si mesmo.
“Eu fui, através da análise, me sentir um homem bonito com 35 anos. Eu sabia que as pessoas me achavam, mas eu não me achava. Eu tinha o cabelo encaracolado, era zoado porque tinha bocão, até meu nome era diferente”, relembrou.
A moda como questão de sobrevivência
Longe do luxo que a profissão sugere, o passaporte para o mundo da moda e, posteriormente, da atuação, foi carimbado por pura necessidade financeira. O ator detalhou o cenário de extrema vulnerabilidade que vivia em casa antes da fama:
“Venho de uma família toda quebrada, meu pai não estava tão perto quanto eu gostaria, minha mãe tentando sobreviver, a gente vendia paçoca. Não era um menino com autoestima. Faltava comida em casa, às vezes. Quando, aos 18 anos, falaram: ‘Quer ser modelo?’, eu pensei: ‘Se me acham bonito, eu topo’. Foi muito mais assim. Também me tornei ator desse jeito”, explicou.







